Debate destaca os riscos do formol para a saúde

O debate sobre os riscos do formol, promovido pela Itallian Hairtech e pela Vivabeleza Comunicação, na Beauty Fair, reuniu profissionais e autoridades para discutir este que é um dos temas mais polêmicos envolvendo salões de beleza.

Mediado pela jornalista e Publisher da Vivabeleza Comunicação, Gillian Borges, o debate trouxe a opinião e os conhecimentos das cabeleireiras Márcia Gritti e Cristiane Dios; do engenheiro químico da Itallian Hairtech, Guilherme Alexandre e do consultor da Cosmoscience, Adriano Pinheiro.

“A demanda nos salões por alisamento com formol é grande devido ao imediatismo das clientes. Elas querem ter os fios lisos o mais rápido possível, mas não medem as conseqüências que isso traz”, afirma Márcia Gritti. “As clientes que saíram do meu salão em busca da rapidez do formol, voltaram em menos de um ano com o cabelo ralo e com a estrutura danificada. Se ganha no tempo e se perde na saúde”, conclui.

Indagados sobre os supostos benefícios do formol, os especialistas concordam que o composto é barato, alisa rapidamente e promove brilho. “O que as clientes não sabem é que este efeito é passageiro. Sem contar que o formol impermeabiliza os fios, impedindo a penetração de água e proteínas importantes para a saúde capilar”, explica Guilherme Alexandre, da Itallian Hairtech.

O presidente da Associação Brasileira de Cosmetologia, Alberto Keidi Kurebayashi, informou que o máximo permitido de formol em cosméticos é 0,2% e que não existe processo de alisamento com formol registrado pela ANVISA. “O formol é considerado cancerígeno pela Organização Mundial de Saúde (OMS)”, alerta.

Alberto ressalta ainda que os ativos permitidos para alisamento é o tioglicolato, o sódio e a guanidina. “Todo produto de transformação deve ser sempre aplicado por um profissional dentro de um salão de beleza. O cabeleireiro saberá como aplicar e o tempo de permanência do produto no cabelo”.

Queda de Cabelos Após o Parto

Mães entram em pânico com medo da calvície.

Com a fecundação do óvulo pelo espermatozóide, formando-se o ovo que por sua vez constituirá o embrião surgem alterações hormonais muito significativas. Estas alterações são fisiológicas (normais) e são fundamentais para manutenção da gravidez normal e desenvolvimento saudável do feto.

Devido a estas oscilações hormonais surgem as alterações nos cabelos e/ ou pelos. É comum em aumento da oleosidade do couro cabeludo e o consequente aparecimento da caspa e seborréia. Em alguns casos mais intensos pode ocorrer uma inflamação do couro cabeludo chamada dermatite seborréica, levando a sintomas como coceira, descamação e eventualmente até queda de cabelos.

O mais comum, porém, é a melhora da condição capilar durante a gestação.

Os cabelos ficam mais firmes, sedosos e brilhantes. Pode ocorrer o aparecimento de novos fios ou uma "penugem" em áreas capilares que antes não podiam ser observadas fios de cabelo.

Com o nascimento do bebê, tudo é alegria, porém bastam alguns meses para algumas puérperas (mulher que acaba de dar à luz) entrarem em desespero: os cabelos começãm a cair!

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Surge o pânico e começam as perguntas cruciais:
- É um fato normal?
- Quanto tempo dura?
- Posso ficar calva?
- O que fazer?

Para responder a estas dúvidas fundamentais e resolver os problemas que surgem com o pânico da queda dos cabelos após a gravidez, já existe em São Paulo um seriço de atendimento especializado em mães que, após o parto, sofrem a com a queda anormal dos cabelos. O Dr. Luciano Barsanti, diretor médico do Instituto do Cabelo, clínica especializada, aonde funciona o atendimento às mães explica:

É muito frequente a mãe recente passar pela ansiedade da queda dos cabelos, isto ocorre devido a readaptação do equilíbrio dos hormônios que sofreram alterações importantes durante a gestação. è um fato normal e geralmente cessa em algumas semanas após o seu início. Este processo chama-se eflúvio telógeno. A experiência com estes casos atendidas no Instituto do Cabelo confirmam os dados da American Academy Of Dermatology de que a queda dos cabelos pode iniciar, até mesmo, durante a gestação e estender-se por um período de até quinze meses após o parto. Quanto a mãe observa o rareamento dos cabelos, entra em pânico, criando um círculo vicioso entre o período de readaptação hormonal e a ocorrência de estresse que se instala nestes casos, complementa o médico.

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Ainda segundo Dr. Luciano, após o parto as mães estão fragilizadas, ansiosas com os cuidados dispensados ao bebê e desgastadas fisicamente, portanto necessitam recuperar a auto-estima e sentir segurança em relação a saúde dos cabelos.

Outra informação importante é lembrar que a amamentação não é responsável pela queda anormal dos cabelos. Basta não discuidar da alimentação saudável e variada.

Uma situação que pode acontecer com algumas mulheres é a depressão pós-pasto, que entre outros sintomas pode apresentar queda capilar. Esta manifestação clínica merece atenção e cuidados médicos.

- Faça sempre um pré-nal bem feito.
- Alimente-se bem, em horários regulares e alimentos variados.
gestante tintura- Nunca tingir os cabelos antes do término do 1º trimestre da gravidez. Após este período siga a orientação de seu médico.

_ Pratique atividade física orientada pelo médico.

- Utilize sempre xampus neutros, sem sal, sem corantes a base de óleo de semente de girassol.

_ Condicionadores podem ser usados exclusivamente nas pontas. Opte por produtos naturais a bas de prímula e sálvia.

_ Evite sprays, fixadores e géis.

- Não predas os cabelos com tiaras ou elásticos.

- Proteja os cabelos do sol com chapéu ou boné. Na sombra remova-os.

- Lavar os cabelos diariamente com água morna.

Dr. Luciano Bersanti
Diretor Médico do Instituo do Cabelo Membro Titular do American Hair Loss Council - USA
Membro da Sociedade Brasileira de Medicina a Laser

Serviço: Instituto do Cabelo
Tel(11) 5051-2525
www.institutodocabelo.com.br
cabelo@instituto do cabelo.com.br

Fonte: Revista  Cabelos, Cortes e Penteados